Sunday, February 24, 2008

29 - The end.

Fui.

Passei.

Voltei.

Então como finalizar uma experiência assim? Como agradecer? Contabilizar? Destrinchar? Assimilar? Continuar seguindo...?

Como dar respostas aventureiras às curiosas perguntas sobre tudo que passou?

Complicado. Essa é a nova aventura que, agora, bate a porta.

Pensei, pensei e pensei em como escrever algo digno para finalizar esse blog, essa experiência e retomar, ou iniciar, uma nova etapa da vida. E então lembrei algo que escrevi durante a viagem em um dos muitos momentos perdidos em pensamentos.

E ele é fiel e desenha tudo quanto eu possa desejar agora....

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10/01/2008

Como é gostoso escrever por escrever. Deitar os dedos sem a menor pretensão e de repente se espantar com a cria.

Aliás, a cria e o criador. Quem tem a vida própria?! Quem dita as regras?

2 meses de estrada ainda por vir. Pouco mais de um ano ficando para trás. Um passado que se tornou tão rico, vasto e único que beira o crime não ser capaz de mostrar tudo como, de fato, o foi. Aliás, já tenho uma resposta a pergunta que sempre me pareceu a mais difícil de todas. Àqueles que disserem: do que você mais sente falta? Eu direi: da verdade.

Lembrar como foi, sentir como marcou, sorrir pela alegria verdadeira e entender perrengues e sensações sem nenhum tipo de maquiagem. Mas será possível? A mente tem caminhos implacáveis e entorpecentes no curso da vida. Nem sei...

Um ano. Uma vida. E algumas conclusões confusas no meio de tantas pernadas...

Sinto falta dos Estados Unidos. E sei bem o porquê. Era viagem disfarçada de lar. Com laços sendo criados, casa "própria" e rotina. E sim, a ironia aparece. Rotina?! Ora pois. Descobri que a minha saudade é símbolo do valor que dei a rotina dentro do acaso. Da (fantasia?) possibilidade de chutar o balde sem perder totalmente o gosto nosso de chão conhecido. E acho que assim sou. Caseiro, pacato e contemplador. Um pacote que, convenhamos, não encaixa muito em um roteiro de trens, onibus, aviões, pinga pinga e novo sobre o novo. Não à toa tive minha parte no sentimento de peixe fora d'água em alguns momentos da viagem.

De certa forma, sou um solitário. Não na dança da solidão, mas nas vinhetas de espaço próprio que me são mais constantes que aos outros. Não entendo por completo o porquê. E, na conversa interior onde disfarces e mentiras não existem, sei que é algo maior do que um simples costume. Eu simplesmente sou, trago comigo, quero. Sair sozinho, andar sozinho, comer sozinho. Isso, por certo, tende a afastar - aos poucos ou não - outros de mim. Imã às avessas. Justo, de certa forma. Como medir a diferença entre o "estou incomodando" e o "é o jeito dele"?

Sou um saudoso nato e isso me assusta. Viver no passado é uma bobagem só não tão estúpida, quanto arriscada. Muito fácil, em um jeito como o meu. Sentir falta não é ruim. Mas em excesso pode tirar o brilho de um presente precioso e igualmente belo na ponta do nariz. Penso na praia, no beijo, nos passeios, nas risadas e me vejo desejando, divagando.

Aliás, meu desejo de luxo é saudoso. Retornar a certos lugares e rever pessoas que deixaram suas marcas em mim, cientes ou não. Andar pelas ruas frias e melancólicas de Norwich, dar um “alô” aos então companheiros de trabalho, dirigir pela highway 59 em direção à praia de Gulf Shores, almoçar no live bait, surfar em Jeffreys Bay, jogar sinuca em Krakow ao som de pagode e amigos. Cada vez mais me convenço que, em detrimento de grandes atos realizações que – claro – possuem o seu valor, detalhes são o verdadeiro alicerce da vida, onde o individual é constantemente tocado e verdadeiramente moldado. O legado nosso se forma no dia-dia.

Difícil. É curioso não conseguir verbalizar o turbilhão de lembranças que passam pela cabeça. Todas parecem ter vontades próprias. Aparecem e desaparecem na força do pensamento. Certas coisas são feitas para sentir, somente.

Agora, perto do fim, olho para trás. Não com o olhar inquisitor, e sim com o contemplar de perdas e ganhos sem balança alguma. E, do “velho e o moco”, "se eu fosse o primeiro a voltar para mudar o que eu fiz? Quem então agora eu seria?". Minimizaria erros? Construindo todo o caminho em um modo de segurança onde a emoção dá lugar a previsão? Não. A graça da vida é mesmo viver e se iludir em longos caminhos de planos que menosprezam a fragilidade de um simples segundo a passar. Sim, erraria tudo da mesma maneira.

E, da volta, bem. O vento que soprou ontem, há de surgir em algum amanhã. Nem só de aventuras nomadianas é feita a vida de hoje. Há de se aceitar que, a cada um, uma realidade é destinada. E nessa ventura, já de elementos previsíveis e uma emoção aquém dos grandes contos, muitos outros desafios terão o seu lugar. Cotidiano que, vez ou outra,abre caminho ao extraordinário verniano. Da minha, vou segui-la da melhor maneira possível carregando a centelha que um dia me trouxe o mundo de presente. Um sorriso no rosto sempre alerta para a brisa do extraordinário que, de novo, há de bater.

Dar a volta ao mundo é também dar a volta em si mesmo. Em pensamentos, questões e conclusões. Vendo, conhecendo e reconhecendo novidades. Sempre, enquanto ser humano, tentando absorver ao máximo. E o que muda? Uns diriam tudo, outros nada. O jorro de conceitos tanto quebra, quanto enaltece o verdadeiro “ser”. As resposta moram dentro, pelo menos para mim. O berço, nesse aspecto, pode mesmo ser a maior das aventuras para alguém. Mas e então? E o diferente? Poderia ter lido ou escutado sobre tudo, afinal. Livros, revistas, causos. Poderia nunca ter saído. Continuaria a ser exatamente quem sou.

Mas de nada adiantaria. Não teria rodado mllhas e milhas, não teria ido e voltado. Não haveria saudades, preciosismos e questionamento. Nào haveria busca e, provavelmente, eu não teria descoberto que a maior das aventuras pode estar escondida num simples momento onde sabedoria e felicidade passam a soprar de dentro para fora, e não de fora para dentro.

Por fim, um poema que, desde o início de tudo, fez a diferença:

Two roads converged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth; 5

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same, 10

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back. 15

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

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A todos que apoiaram de alguma maneira, pequenina ou gigantesca: MUITO OBRIGADO!

Por mais estranho que possa soar, encerro aqui o blog da viagem. Com o desejo de que, em um dia qualquer, ele possa ser reaberto.

Obrigado a cada um dos 4000 e tantos visitantes que, por acaso, erro ou vontade, compartilharam um pouco de tudo por aqui.

A vida urge. E é chegada a hora de voltar à Terra do Nunca.

Saudações, sempre, atromeladas.

O show tem que continuar.

Ivan Maciel Ribeiro.

28 - Australia

Escreve, escreve! O que vier. De uma vez.

La vai...

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Australia!

Bem vindos a um pais continental que, do berço, muito se parece com as Terras Brasilis, mas cujo destino se mostrou bastante diferente.

Rapa, eu e Felipe viemos para ca.

Minha estadia, assim como esse post, foi curta, mas imensamente rica. Cheia de simbolismos, reflexões, saudosismos e ansiedade. Era hora de voltar para casa, era hora de finalizar a viagem, era hora de, era hora de....

E quando a conversa é interior, cheia de dúvidas e dentro de um emaranhado de pensamentos, lembranças, visões e sensações, a tradução em palavras se torna bem limitada. Por isso, minhas sinceras desculpas se essa mensagem não transparecer tudo que essa duas semanas significaram para mim.

P2050323 Começou por Sydney. Cidade que puxou para si um agradável reencontro e uma triste despedida. Reencontrei uma amiga de infância, Jamile, que por lá estava morando e, gentilmente, se ofereceu para nos guiar pela cidade. E assim foram 3 dias. Com um tempo que não muito ajudou, conhecemos alguns dos famosos pontos turisticos da cidade.

 

 

 

P2050339 De volta a realidade de 1o mundo e com o dinheiro nas ultimas, usamos a sola do sapato como nunca! E andando - com vento, sol ou chuva - fomos desbravando a cidade. Parques, Catedrais, Shoppings, Opera House, Harbor Bridge, Bondi Beach e por ai vai.

DSCN3308 Pegamos uma baladinha conhecida por brasileiros por ter uma hora de brejas gratis para, tambem na diversao, minimizar os custos :)

 

 

 

P2050345 Falar dos pontos turisticos? Não quero, perdão. Mas coloco as fotos que, descontando a pequena parcialidade do ângulo fotográfico, deixa a cada um conclusões quanto à beleza do lugar. A minha opinião é que Sydney é linda. Assim como a Austrália...

P2050351 3 dias se passaram e, pela primeira vez desde os EUA, tive que me despedir do Rapa e do Felipe. Os dois passariam menos tempo no pais e eu encontra o Vinicius, meu irmão, que está morando na Austrália há um ano para fazer o restante da viagem. Moleques, vocês são muito sinistros. Desculpem as cagadas pelo mundo e muito obrigado pela companhia por tanto tempo. Vai ser dificil nao ter uma rotina em comum daqui para frente. Ate que a nossa familia foi boa :)'

S7300801 Voei para Sunshine Coast (Ah! Voar foi mais barato que ir de ônibus! Transporte na Austrália é um absurdo de caro) e encontrei o Vinicius em Noosa (cidade onde ele morou) para de lá começarmos a trip pela costa leste.

S7300816 Primeiro destino era uma cidadezinha chamada Hervey Bay porto de entrada para a famosa ilha de Fraser. Maior ilha de areia ou algo assim, ehehehe. Iriamos nos juntar a um grupo, pegar uma 4x4 e partir para 3 de acampamento ao nossos tratos na ilha.

S7300806No mais alto luxo, saimos de Noosa de Toyota Camry para Brisbane onde trocamos para uma Van irada com lugar para dormir e uma cozinha portátil que se tornaria nosso lar no restante da trip. Ao todo a viagem já deu umas longas horas de estrada.

  S7300843

O tempo não colaborou muito e, apesar de resquicios solares no primeiro dia, pegamos muita chuva no decorrer do passeio. Com direito a barracas encharcadas e por ai vai. Mas foi divertido. Conhecemos um grupo muito legal inclusive um suisso que falava 7 idiomas dentre eles o portugues!

S7300855 De lá o destino seguinte era WhitSundays. Ilhotas perto da famosa barreira de corais no norte da costa leste Australiana. Infelizmente, tempo ruim, estradas fechadas e passeio cancelado. FAzer o que? Mergulhar nas belezas Australianas vai ficar para a próxima.

S7300876 Mas, há males que vêm para o bem. Ao invés, voltamos a Noosa e passamos 3 dias de muito sossego, diversão e até algumas ondas em um mar revolto que não colaborou muito com a prática do surf (essa foi em homenagem ao Pato :D).

 

S7300909 Mais uma festa para o Vinícius ir embora e finalmente descemos de sunshine Coast para Goald Coast.

 

 

 

 

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Destino: Surfers Paradise que de surf não tem nada demais. Mas a cidadezinha é bem balada. Uma espécie de buzios ou maresias.

 

 

P2170432 Quanto ao surf, era dirigir meia hora e encontrar excelentes breaks pela costa. A Gold Coast é uma maravilha.

 

 

 

 

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Lá encontramos um amigo do Vini chamado Gustavo que nos guiou por alguns passeios. Valeu Gustavo! Pela ajuda e pela prancha brother!!

 

P2170441 De quebra ainda demos um pulo em Nimbim. Uma cidade hippie famosa por o uso aberto de drogas apesar de estar dentro do país. E é bem alternativo o lugar mesmo. Irado de ver, entretanto. Vejam as fotos das lojinhas e do clima do lugar.

P2170438 E assim mais 3 dias passaram. Era praticamente a hora de dar tchau ao meu irmão e a viagem de volta ao mundo. Uma longa descida até Sydney de pouco mais de 10 horas. Algumas confusões no trânsito e um assalto em frente a um caixa eletrônico já na cidade fizeram parte da volta à cidade. Pois é, Austrália também pode ser perigosa.

Era dormir no albergue... bater papo...e esperar as ultimas horas passarem.

DSC00028 Uma ultima aventura pela frente. 3 dias de trânsito até a chegada ao BRasil com direito a um dia em Los Angeles com a companhia de duas amigas (Wal e Natalia) conhecidas nos EUA e que estavam agora na CAlifornia.

 

DSC00456 Hollywood, Berverlly Hills e por ai vai. Valeu meninas! Muito obrigado pela ajuda e pela companhia! Obrigado mesmo!!!

 

 

 

 

E obrigado ao Vinicius por ter me aturado por esse tempo e ter planejado toda a trip australiana sozinha com muita destreza! Adorei irmao!! Show de bola!! Saudades!!!!

Saudades....

Saudades....

E saudades...

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Perdão pela desordem do texto. O intuito da ultima parada era mesmo esse. Correr, escrever, ser prolixo, errado e etc. Mas ser fiel a correria da mente que já tenta se adaptar, aos trancos e barrancos, a uma realidade que, depois de tanto, já se passara simplesmente por uma mera lembrança.

:)

Ivan

Wednesday, February 06, 2008

27 - Indonesia Pictures (part 2)

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Dessa vez, ficamos mais em Bali. Conhecendo outros picos de surfe, passeando ou simplesmente curtindo o paraíso. Aqui é Nusa Dua.

This time, we mainly stayed in Bali. Checking surf breaks, touring around or just enjoying paradise in Indonesia. This pic is at Nusa Dua.

 

 

 

IMG_1635   Eu e o Playboy em Serangan. Outro break irado da ilha de Bali.

Me and Pedro in Serangan. Another surf break in Bali.

 

 

 

 

 

 

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Jantar de aniversário antecipado do Rapa e despedida do Sosia e Playboy.

Early brithday dinner for Ricardo and farewell dinner for Sosia and Playboy.

 

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E o Rapa bancou a farra depois do jantar!!

Ricardo paid the whole party afterwards!!!

 

 

 

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E mais uma da farra. Ehehehee.

Another one from the party!!!

 

 

 

 

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Depois que os dois se foram, decidimos passar uma semana em Lombok. Na balsa.

After they left, we decided to go again to Lombok for a week. Pic at the ferry.

 

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Rotina de surf como em Novembro.

Surfing routine as in November.

 

 

 

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Com as mesmas belas paisagens.

With the same wonderful views.

 

 

 

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E uma repentina melhoria na prática do surfe, ehehehe.

And major surfing improvements.

 

 

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Ainda aprendendo, é claro. Aí são as minhas pernas aprendendo, SOZINHAS, a dropar uma onda.

Still learning, of course! Those are my legs. At least THEY could drop and kinda catch the wave.

 

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Mas errando se aprende!!

When you make mistakes, you learn!

 

 

 

 

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Certo?? Viva o surfe! Esse eu levo para o Brasil de volta!

Right? Cheers to surf which I am definitely taking back home.

 

 

IMG_1804  Já fazendo amizades locais. Esse almoço foi convite do nosso barqueiro.

And local friendships being made. That lunch was offered by our boat man.

 

  

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Gerupuk outside break.

 

 

 

 

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Kuta Beach.

 

Praia de Kuta.

 

 

 

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Foto do grupo. Praia de Seagal.

Group picture. Seagal beach.

 

 

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Comendo bem em Bali!!!!

Enjoying a nice meal in Bali! Ehehehe

 

 

 

 

 

 

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Marcelo indo embora para os EUA.

Marcelo leaving to the US.

 

 

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Eu, Rapa e Felipe. Mais uma vez só os 3 juntos. Praticamente até o fim hein???

Me, Ricardo and Felipe. Again the 3 of us. Together almost till the very end!

 

 

 

 

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Pegando onda em Uluwatu! Break bem famoso e paisagem muito irada!

Uluwatu and it's left-side waves! Nice view, nice place!

 

 

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Os três restantes surfando até o fim! Serangan!

The three left. Surfing till the end! That's Serangan again.   

 

 

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Jantar de aniversário oficial do Rapa. Em conjunto, Carol e Lisa da Austria.

Official birthday dinner! Carol e Lisa joined us! Happy birthday brother!

 

 

Sorry about the poor layout of the post and for the lack of translation for the two previous ones. Times run short for fancy stuff :). Last moments of a trip that has already left its marks. I hope, for those who kept the patience to follow up the trip, that you have enjoyed it as much as we have :)

Thank you very much.

Ivan Ribeiro.

26 - Indonesia (parte 2) (No English Version)

Não vale a trapaça, bem sei. E quem morre às vesperas é peru de natal. Mas, apesar de ser a Austrália meu pouso final, foi a Indonésia, com despedidas e tempo para pensar, a dona do provável significado de...

O princípio do fim.

“E que no final eu tenha visto, a sons fiéis e excitantes, a destreza e persistência de 6 rapazes que, do antes incerto e pretencioso, ousaram o digno cidadanismo mundial. Que tenha desenhado proezas, parasianiado histórias e distorcido lembranças. Com - nas entre ou sublinhas - um condensar, contradito, fidedigno de sorrisos, vitórias, medos e lágrimas. A honra do narrador presente e vivente cuja emoção extrapola o coração. Até o limite onde palavras se tornam, sim, apenas palavras. E que tenha percorrido - com todas as peripércias, aventuras, grandezas e pequenices e o orgulho do criador imerso na cria - do princípio ao fim, todos os caminhos - fossem eles mais ou menos trilhados, com o cair e o levantar; experimentando e vivendo - desse mundo velho sem porteira. Ver para crer? Não, para, quem sabe, entender. Aos que perguntarem: quem eram eles? Já tenho meu dito: Atromelados, para o mundo. Amigos para a vida.”

Descrições, experiências, histórias. Graça, intriga ou novidade. Tantos pois ingredientes de quaisquer contos. E no desgarrar pelo mundo assim o foi. Capítulos determinados, causos narrados, realidade poetizada ou qualquer rótulo que do desejo for. Excedendo ou podando expectativas, atiçando ou corrompendo o prazer da leitura e fidelizando ou pseudo-criando o contar dentro do próprio relato. Afinal, existem sempre duas versões de um fato: a apresentada e a real. :)

"Do adeus ao ano velho, veio, de novo, a Indonésia. Os marinheiros de várias viagens , dessa vez, com o (dis)sabor da festa prestes a acabar. Sem muitos planos, sem tantas vontades. Para uns, a cabeça já na terra natal, para outros em algum lugar entre 2006 e 2008 ou simplesmente no agora. "

Principia. A prima dona do que viria a se tornar o conjunto da (des)obra? Se não me falha, deu-se em belas terras brasilis com pitadas de puros sonhos. Sementes de desejos e esperança totalmente infundadas ainda no meio do processo de perda umbilical com a então realidade. Sobre o que falei então? Nem sei...

"Ainda incomodado pela costela trincada (suposição minha já que nenhum médico fora consultado), tive que adaptar, a princípio, os planos para um mês inteiro aqui. Ajudado pelo meu pai, resolvi aproveitar a oportunidade e continuar a saga de mergulhos. Mas eis que o destino sorriu, a saúde melhorou e, além de mergulhar, consegui retornar a rotina de surfe, exercício e vida saudável. Boas vindas ao, bleh!, mergulhador certificado em naufrágios, ehehehe."

Mas, da importância: houve um começo. E, hoje, talvez, das maiores e piores verdades do viver, finito também mostra que o será. É tudo, seguindo a mestre vida, um ciclo entre o marco inicial e a linha – sorridente ou cadavérica – de chegada? Creio: sim. O processo de valia mora, e é gerado, exatamente na ausência intrínseca do perpetuar. Trata-se do tempero secreto onde há toda a magia e beleza do único: o seu, de direito, final. Que seria, pois, do brilho de um extraordinário que esquece o acabar? Sim, falhou, ordinário. O perdurar? Claro, necessário. Quanto? O suficiente para o não esquecimento de um anterior, distinto e que houve, e do posterior que há de.

"Do dia-dia pouco a se falar. Alugamos um carro pela bagatela de dois dólares e meio por pessoa e descanso, planos para a volta, surfe, refeições e filmes com um ou outro passeio pela ilha para variar. O restaurante brasileiro com seu ”comercial” continua fenomenal. Ah! Ganhamos a companhia de duas austríacas, Lisa e Carol, em algumas andanças por aqui dessa vez. O como, eu deixo para quem compete dizer :)"

E dos atromeláticos? Galáticos, simpáticos, tri-áticos e saudáticos? Cometemos o erro crasso: um piscar de olhares. Não é, pois, esse o sinal que permite, do início, o fim? Bobagens à parte, é chegado o momento. Que, do sempre distante passa, piscar, ao agora. A nossa jornada, outrora recém nascida, torna-se finalmente, do fazer e todas as suas regalias, o ficar na história. Um, metáfora ou não, presente ao passado.

"E, de mero coadjuvante inter-andanças, o aeroporto tomou para si o primeiro significado de adeus. 14 de Janeiro, Matheus e Pedro. Depois, Marcelo. Um para casa, outros ainda não. Mas, todos embora. O próximo reencontrar somente na boa e velha terra natal. A ficha ainda não caiu."

Saímos, talvez, assim: parceiros da juventude com um sonho em comum. Frescos em idéias e ideais. O tutano da vida em seu fervor. E já donos de si. Não da prepotência, e sim da – em construção? - consciência. Que importa? Veio o mundo e mostrou - do que da procura nossa se deu - sem conservadorismos, mascaras ou pudor um jorro de sentimentos, ouso, para dar e vender. E vivemos. Ah se vivemos! Desde a mais pitoresca das situações até o mais real dos gostos de rotina e lar. Do Tudo e do nada. Em um só. Pormenores? Vários capítulos, afinal!

"Resolvemos passar 1 semana novamente em Lombok. Marcelo ainda estava aqui. E, de repente, o surfe evoluiu. Dropei ondas, ganhei confiança e tudo começou a fazer mais sentido. O começo de um esporte para lá de bom. Quanto àquela semana? Exato como da vez anterior: calmaria, rusticismo, bate-papos, piscina e mar. Mesmo hotel, mesmos picos. Com a diferença na falta de 3 pessoas que já não mais estavam conosco..."

Do cansaço louvado ao amaldiçoado; do lavouro escravo a liberdade total; do adeus desejado ao lacrimejado ou do turismo dinâmico ao mais puro ócio; dos amores possíveis aos erros do acaso; das brigas e calmarias; (...); e do passar do tempo que, aos poucos, esqueceu-se de esquecer.

"Já me considero um local, ehehehe. Já somos reconhecidos por vendedores na rua; de carro, dirigimos por toda a ilha de Bali e fomos para Lombok por contra própria. Sabemos de barganhas, golpes e etc. Quase cidadão indonesiano!"

Tudo destrinchado em capítulos de diferentes livros por cada um escritos. O todo de tudo. Cada à sua maneira. Fantasiando, de mundo, o mundo. Continentes, países, bairros, culturas e pessoas nomeados. Roteiros e planos descritos. Acertos e erros apontados. Com o toque especial do individual. Um acervo tão rico, quanto raro. Viajar dentro da própria viagem.

"Tanto pertencimento local que nos demos ao luxo de fugir da polícia. Sim, isso mesmo! Foragidos da lei!!! Sinalizaram de uma cabine para a nossa parada e eu, no volante, recebi as instruções: não para senão eles vão achar motivo para pedir propina. Prontamente, acelerei. Cortando um pouco o clima fora-da-lei, admito, sabíamos que os policiais não podem realizar perseguições aqui. Lei. Sabe-se lá por que!"

E, breve, volta(re)mos.

A mim? Retorno nostálgico. Um por um, como orquestra que, músico por músico, com diferentes acordes finais, põe fim a um longo e belo concerto. No tempo correto da regência da vida. Já saudosos do que nos é querido e orgulhosos do que, nosso, fora conquistado. Mais tempo? Talvez. Maior proveito? Talvez. Sensação – minha - é, verdade, do completo que é ciente de sua amplitude. Como tinha de ser.

"Conseguimos o visto Australiano em Bali e foi essa, oficialmente, a última manobra que a viagem exigiu. É simples continuar aproveitando até o acabar."

E dos atromeláticos? Crescidos, amadurecidos, endurecidos ou involuidos? Só ele vai dizer. Arrisco os mesmos jovens fugidos, sim. Que precisavam deixar os assentos de expectadores e tomar para si parte da peça. Muito mais do que o conhecimento, a vivência. Desejo de muitos, alcance de poucos. Sentir o aroma, enxergar cores, percorrer os caminhos e se deliciar, em cinco sentidos, com passado, presente e a imensidão de possibilidades e realidades concluídas ao vivo, em detrimento, exemplo, de um livro.

"O surfe evoluiu muito, ainda bem! Mas nem só de flores... e após dias de calmaria, uma ondulação razoável deu o ar da graça em Serangan. E, tal dia, tomei o pior caldo de todos os tempos. Imediatamente sai do mar, não deu, ehehehe."

E a vida há de seguir seu rumo. Implacável e indiferente aos grandes feitos viajandísticos. Nem deveria. Tal papel é nosso, não dela. Isto dito, e quanto ao depois? Por agora, depois! Afinal, a mesma também é sábia e soberba. Complicado entender e aceitar. De todas, A história. E nela, de cada fim, há sempre um novo início. Incerto e aberto. Um livro sendo escrito. Com princípio, meio e fim.

A todos que fizeram parte: valeu!!!

"Esse post vai para o Rapa. Feliz aniversário moleque!!!!!!!!! 23 anos de idade na cara! Fotos no post seguinte!"

Fui dar a volta no mundo, eu fui. Fui ver o mundo girar (...)”

Ivan Maciel Ribeiro.