Thursday, October 11, 2007

19 - Egypt (english below)

           Cairo - Piramides (Ivan)

Do confortável primeiro mundo ao inesperado terceiro. Sim, tudo bem! Parceiros de longa data, eu e ele. Mas, sem dificuldades descobri, existem terceiros e terceiros mundos.

O continente africano (feitas as ressalvas marroquinas) nos recebeu por uma porta cuja construção é digna das maiores honrarias: O promissor outrora lar de Ramses, Tutankhamen e Cleopatra que, no entanto, ao garoto ignorante que, hoje, pudesse na rua passear quase nada diria do passado glorioso e único que um dia em si fez porto.

A sala de estar foi, evidentemente, o Cairo. Mundo de 20 milhões de formigas imersas numa imensidão de ruas, buzinas, islamismo e caos que, em parte, me lembrou  a saudosa terra da garoa.

Para os sonhadores desavidados, basta sair do aeroporto e respirar: o primeiro bafo quente de oxigênio vai vir acompanhado de uma buzina e uma pergunta: "Já possui onde ficar?". Mais uma: "Taxi? Para onde? O que você quer? Precisa do que? Sabe quanto custa?". E o assédio só termina na sala de embarque do ir embora.

O nosso albergue querido numa confusão de horários nos esqueceu no aeroporto. Arriscamos, então, um dos aliciadores. Sem grandes transtornos lá estávamos nós no centro do Cairo. Começara a aventura.

P9231698 Pendência urgente! Tirar o visto para a India. Sim, deve ser tirado com antecedência. E ai veio o dedo de Osiris e nos disse: dessa vez, sim, do seu lado. Em uma São Paulo árabe, a embaixada indiana ficava a modestos 100 metros do nosso albergue.

 

Sim, sorrisos na hora da descoberta. A novela-visto (sim, a proximidade não teria sido o único porém) acabou sendo um ponto alto da visita.

Resumo da ópera desafinada: a burocracia exigira de nós TRÊS visitas em intervalos de dias distintos ao consulado para a emissão final do visto. Com isso, o roteiro todo teve de ser remodelado. Verão, os pacientes que ao final chegarem, que tudo deu certo. Afinal, não é no final que as coisas se acertam? :)

Chegamos, eu, rapa e felipe tendo de esperar o Sosia e o Playboy por um dia. Nos estabelecemos em mais um albergue, descobrimos todos os pormenores indianos e demos uma volta pela cidade seguido por um excelente cochilo de final de tarde. Delicia!

Piramides todo mundo No dia seguinte, já em cinco, como antes combinado elas vieram: as 3 vedetes do mundo antigo. Atromelados e mais uma maravilha do mundo: as pirâmides de Giza. Tudo ao estilo mais esbanjado de ser.

 

Não tanto intencional, quanto providencial. Tínhamos pouco tempo, queríamos ver muito, logo: pague o jeito mais rápido.

E fomos.

P9191618 O assédio doloroso perdura até onde o maior dos faraós sentenciava o seu respeito. Essa é a parte, talvez, decepcionante da visita. De resto (resto?!?) - atentos os leigos, descrentes, impacientes e apaixonados! - tudo é incrivelmente estupefato. Sim, gigantes. Sim, pinceladas. Não, visita interna impedida (horários e má vontade de alguns caros egípicios). Sol, areia, deserto, camelos e muitos turistas. Mais abaixo, uma das pequenas mais austeras do mundo: a esfinge. Machucada na face, a manter sua guarda continua. Panoramas e uma paisagem que diz mais que mil lorotas palavreadas. "Compre isso.", "É de graça! Presente para você.", "Espanhol? Inglês? Italiano? Parllez vous? You know how much?" Mais andança, mais fotos. Tudo perto, ao toque dos dedos. Comentários maravilhados. Prazer cumprido.

E voltamos. 

           Luxor - LuxorTemple

A noite reservara um trem ao próximo destino: Thebes para o apogeu, Luxor para os dias de hoje. De capital do Baixo Egito ao centro do assédio nacional. Sim, algumas coisas mudam. Felizmente, outras não. Chegamos pela manhã com o inocente plano de pagar para ver. Nada reservado, aportar e escolher. Ai, ai...

Agora, ainda, o sangue sobe recordando a perseguição: a pé, motos, locais não nos deixaram em paz por quase UMA HORA enquanto, de mapas em mãox, tentávamos nos localizar e ir aos albergues previamente escolhidos para uma sondagem. Passivos? O escambal! Não lembro ter usado tantas maneiras para "não quero" e ainda assim continuar sendo aliciado. Grosseiro? Extrapolei por muito essa linha! E ainda seguidos. Raiva e calor. Um absurdo totalmente desnecessário. Pagar. no Egito, evita muito mais a dor-de-cabeça do que o risco da falta de estrutura. Um vidro a isolar você e a rua vale mais que mil estalecas egípicias!

Apesar de você...

O cenário é realmente único. Luxor conserva templos, tumbas e outras construções de surpreender bastante. Começamos pelo lado oeste do Nilo. Nele conhecemos os templos de Hatshepsut, Medinat Habu e o Vale dos Reis.

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O vale dos Reis (Assim como o das rainhas por nós não visitado) é um conjunto de tumbas que pertenceram a diferentes faraós. Cada um deixando sua marca de maneira diferente (muitas vezes refletindo o próprio reinado). Nào, não entramos na tumba de Tuntankamon. Mas vimos praticamente tudo que nela estava posteriori no museu do Cairo.

 

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As tumbas são incríveis. Algumas muito profundas, outras com vários cômodos. Mais ou menos grafadas, e por aí vai. Os sarcófagos são absurdos! Grandes, pesados!

 

 

É complicado tentar absorver a tecnologia de construção egipcia. Não só no sentido do conhecimento. A própria aceitação falha. Simplesmente é. Está lá. Esteve. De que músculos eram os músculos feitos naquela época?

                  Luxor - Hatshepsut 

O primeiro é um templo escavado ao pé das montanhas com uma entrada (que, após a visita, se revela apenas uma fachada) digna de aplausos. Várias colunas dando uma idéia de amplitude e arejar ao templo que é alcançado por uma grande rampa. Por dentro? Pequenês. Tirando, é claro, os escritos espalhados por todas as paredes contando das proezas dos faraós. As fotos podem dizer mais.

                   Luxor - Medinat Habu (Ivan, Playboy e Sosia)

Guardioes Medinat Habu Medinat Habu é o segundo maior templo do egito. Perdendo apenas para o templo de Karnak. De estátuas impressionantes numa eterna guarda à sua entrada até as altas paredes pintadas e grafadas com históricas proezas (principalmente de Ramses III).

 

MEdinat HabuO templo paga a sua visita.  Incrível como ele é considerado de "secundária" importância no circuito turístico. É possível fazer uma trilha passando pelas montanhas que sai do Vale dos Reis e chega até Medinat Habu.

 

Aviso aos navegantes: cuidado com o sol, cuidado com o sol e cuidado com o sol. Nào fizemos.

Já no lado leste....

        Luxor - Esfinges(Avenida)

 Karnak dispensa comentários quanto a sua soberba. Não vou ter palavras que descrevam a sua grandeza. De tamanho, de importância, de localização, de valorização. Enfim! É um símbolo da austeridade passada.

P9211685A entrada através da avenida de esfinges é um espetáculo à parte (avenida essa que, na verdade, ligava o templo ao templo de luxor, distante alguns bastantes quilômetros para trás.). E aí? Fotos.

 

Cada um, provavelmente, tem um impacto diferente quanto a grandiosidade de Karnak.

Existe também o templo de Luxor, no centro da cidade. Fotos, para ele.

Por fim, o museu da cidade. (não pudemos ir ao de mumificação) Bem cuidado, jeitoso e com alguns artefatos incríveis! A suposta múmia de Ramses III, a biga de combate de Tutankamon ou as armas do exército egípcio. Além de vários itens da vida cotidiana. Vale.

Por do sol Felluca

 

Turismo diferente: fizemos um passeio de felluca pelo nilo para ver o por-do-sol. Belíssimo. Calmo, quieto, morno. Demais!!

 

 

Haja palavras!! São alguns milhares de anos sendo visitados. Sabe como é :)

Voltamos ao Cairo! Onibus quebrando, adrenalina e o visto da India na mão! Faltava uma visita: o museu do Cairo.

A mim, uma decepção. Mal cuidado, mal valorizado, mas guardião de tantas relíquias que é um verdadeiro contraste. Muitos sarcófagos, muitas múmias, muitas estátuas! Highlight para a sala de Tutankamon com boa parte do que foi achado na sua tumba. Somente o sarcófago já domina o absurdo. Composto de 3 caixões (2 folheados e um coberto por ouro maciço) a guardar uma múmia protegida por uma máscara pesando 15 quilos do metal dourado. É querer mais que bem aquele que governa!

O Egito que a maioria procura foi. E, de fato, assim foi a evolução de tantas nações e civilizações no mundo. (Seria mesmo o crescimento a bigorna da existência na mais pura contradição?) Gregos, Romanos, muitos tiverem tais destinos. Mas quando o Faraó dourado contrasta com a fome na rua, acentuam-se as sensações de disparidades. De crenças religiosas à importância econômica, até eu senti as tais saudades de Ramses e Amun em um Egito de assédios, pobrezas, desconfianças e descasos com metade das, um dia, maravilhas que o mundo já teve. Uma não, duas penas.

E que venha a África do Sul...

Saudações.

Ivan.

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Hey guys! It's been harder and harder to keep writing in both languages as time to stop and write itself became short. So, my english version of the post is actually going to be a short version of it.

Hope, with the pictures, it's still enjoyable.

We arrived in Egypt with a logistical mission: issue the visa do India in Cairo no matter what. And, god exists and love us sometimes!, the embassy was - by pure coincidence - just a couple of blocks away from our hostel. The city has about 20 million people and the embassy was 100 meters away. :)

Well, after 3 visits (yes! Bureaucracy!) and 70 dollars, we got the visa!

Our stay in Cairo was divided in 2 moments. The first one was fully dedicated to the visa. By that time we just got a taste of the extreme craziness of egyptian routine and traffic. Horns, yells, people, no signs. All together and you can picture what I am talking about. The hassle is an issue there as well. Jesus! "Hi" or "Where you want to go?" or "You know how much?" are heard all the time whenever you decide to go for a walk. Definitely the most hassling country we have been to! The second moment (coming back from Luxor) we had to visit the Egyptian museum and walk around the neighborhood. The museum has great things though it lacks conservation and care by its people. If you want to see the royal mummies, you'll have to pay more. Loads of sarcophagus, mummies, artifacts are spread out the museum. Highlight for the Tutankamon room with the main relics retrieved from his tomb. His 15 quilos gold mask, or his 3 coffins sarcophagus...and on. Amazing!

We also, of course, went to giza and saw the pyramids! They are big! The sphinxes, though, is way smaller. Big if compared to any other sphinx we saw in the country though. Check the pictures! Way worth it!

Besides Cairo, we went to Luxor (we just had a week in Egypt so...). Ancient city of Thebes and capital of lower Egypt in the past, Luxor holds wonderful and astonishing attractions. But before, beware the hassle! If Cairo was something, it was nothing compared to Luxor!! If you don't want to have headaches, plan everything in advance and stay out of the streets ehehe! Just kidding. But be prepared for people bothering you!

Besides it, tombs, temples and museums make this city a rush of history to your head! Much more amazing then Cairo in my opinion. Karnak, Medinat Habu and Hatshepstu are some temples to be definitely visited! First two ones are the biggest and the second biggest in Egypt's history! And they are HUGE! Check the pictures!

There is also the Valley of the Kings and the queens. We visited the first one, but both consist of tombs that belong to pharaos from the past. They are huge. Some deeper than others, some smaller than others. Usually relating to the importance of the ruler himself.

Luxor and mummification museum are really nice to visit. Cheap and holding some interesting things from the past. Nothing compared to Cairo ones, tough.

And the nyle cruise, of course! A sunset trip in a Felluca (small boat). 4 hours of relaxing and enjoying. Like sailing away!

Well, I guess that's it.

Highlights for me? Pyramids and Karnak temple are impossible to miss. The rest? Do as well. It's just a matter of having time. Even if it becomes repetitive....

Any questions? Leave a comment!!

Cheers.

Ivan

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