20 - South Africa (English below)
Eu estava pronto de preconceitos para ver uma África submissa e indigente. Necessitada de muito. A África do Sul cedeu um bom não. Infra estrutura social e econômica em muitos superior a do Brasil. Sim, ainda terceiro mundo, mas com quase nenhum choque "a olho nu".(Tomamos, claro, algumas precauções como o faríamos na terra natal!) De estatísticas virais assustadoras, o país mostrou, sim, segregação e rancores decorrentes de uma época dolorosa de Apartheids que, aos poucos, tentam amornar. Muitos lembram a 2a grande guerra e esquecem massacres culturais e humanos como esse. Sabem onde começou a revolta de Soweto? Nas escolas. Os primeiros a serem mortos? Crianças...E ainda hoje cores dominando e cores sendo dominadas. Consequências de um passado que precisa que o tempo passe. Uma sensação estranha e indesejável. O preconceito adentra através de um estranho despertencimento próprio. De "são negros, não me vou aqui." para "Sou branco, não me querem aqui.". Foi um choque acima de tudo individual e interno. Sem ataques, sem rejeições. Subentendido em uma hipocrisia. Dentro, mesmo, de mim.
África do sul...
Malárias, crimes, preconceitos, diferença, pobreza, vírus, mortalidade. Todos substâncias do concreto que molda o pré conceito sobre esse país que, na verdade, pode ser muito bem os Estados Unidos da África.
Totalmente errados? Não...
Chegamos com todos os receios em relação a Johannesburg. Crime organizado, sequestros, mortes. E agora? Fugir, zarpar. Pegamos o já reservado carro no próprio aeroporto, mapas providenciados e destinos esboçados.
Era descansar, encontrar uma velha amiga e zarpar. O país é grande e o tempo é curto. Mal sabíamos nós quão curto...
Primeiro passo: Kruger national park. Vamos ao nordeste! Maior reserva natural do país. Nosso safari estava nascendo. A dúvida do dinheiro foi a fortuna do prazer. Safari pago? Não podíamos.
Então? Por nossa conta ora essa! O carango mínimo iria ser posto a prova! Cerca de 6 horas de estrada até Nelspruit onde fizemos porto de estadia.
4 e meia! Acorda, frio, reclama. Café? Sim. Esquenta, dirige, de fato, acorda! Começa a ansiedade. 1 hora e meia. Chegado o portão: crocodile river gate. Menos de 20 dólares e lá estávamos nós dentro de um dos maiores safaris do mundo.
Dia bom, muita gente. Carro parado? Sinal de animal. Senão? Dirija. Dirija e dirija. Mas devagar! Pressa? Inimiga,aqui, da apreciação. E a visão compensa. A se compensa! De cara saudados por veados (com certeza massa popular da fauna)
e um leopardo a caminhar na calma da sua realeza. Quem vai incomodar? E lá ficamos, espiando o felino passear entre as árvores. E assim o dia continuou. Elefantes, Zebras, Hipopótamos, babuínos (não os alimentem!
Não os matem!), leões, búfalos, Girafas, Crocodilos, pássaros e conversa. Roda, roda, roda, para! Olha! Olha! Roda, roda, roda, para! Elefantes atravessando a pista. Pedestres de luxo esses (...)
Mais uma noite e de novo a estrada. Tão perto estivemos de Moçambique, mas o país irmão linguista vai ter que esperar por uma outra oportunidade. Parada rápida em Jonan para pegar a Moguis (amiga da AIESEC que agora mora na África do Sul por um ano) que iria seguir viagem conosco até Port Elizabeth.
Visitamos o múseu do Apartheid, tomamos umas cervejas noturnas em um cassino africano e estrada de novo! Johanes, de perigo, nos mostrou só aquele da impessoalidade de cidade grande. Compensando depois, é claro...
A liberdade do mover faz a diferença. Ditar pausas e continuidade com a simplicidade de um estalar de chaves é ganho imenso. De temidos safaris a belas "rotas de jardim", tudo foi moldado a dedos livres guiando um carango novo ao som de o que quer que fosse.
E aí passamos. Passarinhos de sol, ovelhas de chuva, vacas pedestres, ausência de cercas, pobreza marginal, riqueza praiana, negros, brancos e asfalto. 6000 quilômetros de chão, campos, estradas, preconceitos, conceitos, diversão, adrenalina, aprendizado e saudades. Os personagens? Conhecidos. Cenários? Montanhas, campos, cidades e realidades que só mesmo o viver para o saber.
Quanto à paisagem? Ora, ora. Vê-se flora, vê-se fauna e no meio pessoas. Numa combinação mutante a variar do nômade e o verde ao miserável descampado que, honesto, as tais palavras não vão conseguir retratar.
Paradas enumeradas: Durban, East London, Port Elizabeth, Jeffresy Bay e Cape Town.
Resumo da ópera? Divino!
Chão, chão, chão e chuva, filmes, amigos em Durban. Cidade grande, descanso, nada demais, nem de menos! Chão, chão, chão e o tempo que perseguiu até East London nos impossibitando curtir o albergue à beira da praia com passeios, escaladas e safaris muito atraentes. Pelo menos ganhamos um autêntico show de batuque de um local. E aí? Chão, chão, chão, olá senhor sol! e Port Elizabeth.
Praia, barzinho e o tchau para a nossa querida e ilustre companheira de viagem Moguis. Valeu querida! Pelas conversas, pela companhia e por toda a diversão! (Ah! As musicas e os filmes também!).
De P.E, uma hora e Jeffreys Bay! Af! Que dizer de JBay? Que tal sol, vento, praia, ondas perfeitas, pinguins, golfinhos, baleias, surfistas, curtição, albergue, brejas, conversas, sinucas, tempo, tempo, tempo.
Sim, tudo isso. De uma tarde programada a 3 dias de estadia. Com direito a amigos brasileiros, passeios e um pulo do maior bungee jump do mundo. Um clima de companheirismo e desprendimento incrível. Surfe você com golfinhos passando ao lado...
Ah o bungee jump! Quebrei uns 539u4523948842 medos com aquele pulo. 216 metros e altura e paradigmas deixados para trás a 110 quilômetros por hora com vento e natureza exuberante por todo o lado!
(...)
Faltava Cape Town. Quase não fomos. JBay foi a combinação perfeita do que cada um precisava naquele momento. Difícil deixar isso para trás. Mas deixamos...
E apesar do tempo frio e chuvoso, cape town realmente tem um imenso potencial. Comparações com a nossa cidade maravilhosa não são nada indevidas. Com montanhas, praias, estradas cênicas e um aroma de desenvolvimento,
a cidade do cabo ganha com louvor o título de capital turística. Tínhamos pouco tempo. Nada visitado. Apenas passeios e vistas. Que já deixaram uma impressão de ouro. Muitos turistas, muita gente bonita. O mais engraçado? Cape Town é o ponto de partida da maioria dos mochileiros. Eramos, portanto, veteranos de Africa do Sul por lá, ehehehehe. Vejam as poucas fotos e tenham uma idéia.
E aí veio a jornada. 1400 quilômetros de volta para Johanes. 13 horas de viagem entre revezamentos e 150 quilômetros por hora. Conversas, músicas e um cenário belíssimo. Viajar de carro pela África do sul - costeira ou interiomente - é colírio para os olhos. Limpa e ainda lacrimeja vez ou outra com alguns choques pelo caminho.
Que tristeza dar tchau.
É hora de meditar.
Ivan.
Existem crimes, doenças e também bastante pobreza. Assim como existe desenvolvimento e conforto. Nesse aspecto, díspar como a terra tupiniquim. Economias que decrescem mais de 10% ao ano, lama, sujeira e miséria? ISso ficou em um continente que nós não visitamos. Essa África definitivamente nós não vimos. Verdade é que fizemos um tour de luxo, descanso e alegria que deixou num esquecer/esconder muito do cunho social que poderia ter tido. Escolhas, sempre elas. Me perguntarem? Acertada.
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Hey guys!
South Africa...what to say?
That we expected all that we hear about Africa and its issues, poverty and misery? Kind of. Anxiously eager to face what this continent really is. But S.A was definitely not the country to show it.
Rather a well-developed country with quite nice infra-structure throughout it. About its issues? We know it does have. But we didn't see it throughout our trip that much. Also because of our choices on what to do. If one is to see what Africa as we hear is all about, another country should be chosen.
About Racism? Well, that you can see and sense still. Officially over, culturally stuck in most people. Whites eating and Blacks serving. And things like that. Not in a fightful way, no! Just in a way sutil routine that seems to keep everyone apart and give opportunities to one and not to the other. I even felt I didn't belong to some places because of my color. Though nothing pointed that out. It's hard to put out in words. Simply? It's daily life that keeps colors still apart.
Besides it? South Africa is amazing!!!
Unbelievably good. We had an incredible time there!
We decided to rent a car and have a road trip around the country. It you have the chance, do it! It's a free and nice way to get to know wherever whenever! The roads are good, the cities have structure for tourists and all that!
Our stops? Johannesburg, Kruger Park, Durban, East London, Port Elizabeth, Jeffreys Bay and Cape Town. 2 weeks in total!
From Jones till Port Elizabeth we had the company of a brazilian friend from long date! Morgan who is living and working for AIESEC in South Africa for one year! Loads of fun!!!
At Johanes we went to the Apartheid museum. It gives you a LOT OF IDEA on how the discrimination worked. We always talk about the biggest world wars and forget about those massacres that were happening almost at the same time. Children and thousands of people being murdered in a war that lasted for over 10 years.
We also had some fun going out and things like that.
Then our own Safari at Krugers! One day driving throughout the park with the car and just checking around for as much animals as we could. Due to school hollidays, all the internal rides were fully booked so we couldn't stay overnight to do bush walks or things like that! But we saw the big five and a lot of fauna as you can see in the pictures! I recommend!!!!
In Durban we stayed 3 nights. Mostly rainy and cloudy, the weather pushed us to a calm life. Movies, malls, parks and occasionally beach. Rapa and Felipe also surfed there. The city is very nice with a long coast full of attractions. The water park is amazing!
Then a quick stop at a hostel by the beach in East London. Rainy as well. What a shame. They had some nice cannoning and abseiling trips that we had to give up. It was really a pit stop.
PE was sunny and nice. We checked the beach, stayed around, went to bars, had fun and met people. A backpacker routine indeed! The sun finally got us! Finally! Good sign for the next stop...JBay. Here we said good bye to Moguis! Thanks!!
Jbay! What to say about JBay? That the vibe gets to you? Yep. That the people get to you? Yep. That the place charms you? YEP! From one afternoon to 3 days of stay! Surf lessons, surfers, dolphins, penguins, wales, sun, waves, bars, nice people...all together!! I had my first surf lessons there! JBAY! A small city with everything you may need. Easily one can stay months there...
And, of course, THE HIGHEST bungee jump in the world at Stormsriver. 216 meters and we all jumped. Check the pictures!! AWESOME!!!!!!!
But we had to go! Cape Town and the last days ahead. Cape Town is beautiful! No wonder it's the tourism capital of South Africa. With its hills and cold beaches, the city holds the most nice sights I've seen in our trip! Even with a bit cloudy weather. We didn't check the tourist sights for the lack of time (we gave the days to JBay ehehe), but we rode around the city. One to come back and enjoy more. Dive with sharks, go to the seal island, visit the museums, do some trails and on. Maybe one day. I feel like coming back to SA anyways :)
1000 miles of road and back to Johhanes! N1 road from beginning till the end! Return the car, pack again, say good bye and India.
Time to meditate.
Cheers. Any specific questions, leave a comment! I'll be happy to help anyone in a trip to this amazing country!
Ivan

2 Comments:
Hey Ivan,
No updates in 20 days! What's going on? I hope you're enjoying yourself and everything is going well. See you in a few months.
Beijos, Lucy
oi ivan....como vai?...bom, quero umas dicas suas p passar 7 dias apenas na africa do sul!!! to perdidinha...nem sei direito oq quero ver dentre tantas coisas q posso ver!!!! me ajuuuuuuuuuuuda ...rsrsrsrsrs....bom, to indo dia 29 de novembro e to sem saber ao certo q lugares ir em tao pouco tempo...se puder me dar umas dicas...por favor....meu email naiaramagrela@hotmail.com ....abraço!
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