24 - Indonésia (english below)
Indonésia!
É, eu precisava mesmo de uma Indonésia por agora. Mesmo que ela tenha vindo de uma total falta de planos e 5 minutos de impulso. Deixamos de lado Camboja e Laos e partimos para um mês no que, descobriria cedo, é um verdadeiro paraíso na Terra. :)
Assim são os atromelados zelados. Quando da reunião, o resultado é sempre imprevisível. O plano era muito simples: descansar, curtir um paraíso e começar a surf trip. Na ordem em que se desejar!
Em Pai. Ainda no norte da Tailândia. Laos e Camboja pela frente, praticamente tudo planejado. E, eis que, enquanto "cansei de pingar." vem de um lado. "Já chega de viajar toda hora" complementa de outro. E, passados 5 curtos minutos, "vamos logo para Indonésia!". Em um abrir de semáforo, tudo mudou. Bão, não? :)
E o que é o tal estilo mochila nas costas, senão? A liberdade da escolha e a serenidade de vontades combinadas. Colocando lado a lado, em uma rotina da falta de rotina, "duas mãos" e "o sentimento do mundo." Mochileiro não força roteiros, não galanteia stamps no passaporte e não corre contra o tempo por uma foto perdida. Ao invés, faz do mundo o seu lar e busca nele encantos e sensações já chamados de "piscina no playground", "futebol com os amigos" ou "cinema na sexta-feira à noite"...
Voltando, vamos ao lado obscuro da história: a viagem de ida.
Mais uma vez: a procura pela barganha perdida! E, quando a mente pensa em cifras, diferenças de horários não parecem um problema tão grande. O que? A melhor maneira foi voar de Bangkok para Jacarta, na ilha de Java, em um vôo e de Jakarta para Denpasar, já na ilha de Bali, em outro. Ambos em Low Fare. O gap? Uma noite em Jakarta.
Na chegada, a primeira surpresa: para a entrada na Indonesia é preciso que se tenha já a passagem de saída. Lei. Tínhamos? É claro que não, somos atromelados! Depois de tentativa de suborno por parte do oficial, fomos salvos pelo oportunismo de um laptop que achou uma conexão sem fio de internet. Tickets comprados, entramos no país.
Hora de procurar o hotel para pernoite. Opa, mas Jakarta é longe do aeroporto. Opa, o taxista a cobrar um absurdo, opa o hotel de transito do aeroporto está lotado, opa...
Poupando o suspense: dormimos no chão do aeroporto ao lado do booth do Dunking Donuts. Mochilas, toalhas e roupas usadas como forro e (...) mazela. Vejam as fotos. Detalhe especial para Laurinha (sim aquela que conhecemos em Pai). Ela decidiu vir conosco para a Indonésia (claro, por causa do Pato) e, coitada, na primeira noite já foi exposta ao jeito de ser atromelado. :)
No dia seguinte: Bali. Pit stop na famosa ilha para se equipar e zarpar. O destino final era a ilha de Lombok. Em dois dias tudo feito: pranchas, roupas e acessórios. Entramos no Ferry, 5 horas e Lombok.
Vale a pena comentar o primeiro pit stop (de muitos!) em um restaurante "brasileiro" em Bali. As aspas são por que o brasileiro se resume a meros 3 pratos. Mas um deles, chamado comercial, é um genuino bife acebolado com arroz, feijão, farofa e batatas fritas que, meus queridos, depois de 15 meses longe é o manjar dos deuses!!!
A busca pela prancha perdida, eheheh. Bastante simples, na verdade. Tamanho certo, espessura e segunda mão. Evitando trapaças locais graças a ajuda do dono da pousada de Lombok.
O clímax da compra foi eu me tornar milionário ao gastar algumas centenas de dólares. Tudo graças a desvalorização das rúpias. Lembranças do velho Brasil. Sacando alguns milhões no caixa eletrônico.
Lombok.
A ilha é razoavelmente grande. Praias, vulcões e um certo clima rústico e simples que dá um toque para lá de charmoso ao lugar. Primitivo mesmo. Pousadas tendo que ter gerador próprio, poucos pontos de acesso a internet e assim a lista segue.
Vou, provavelmente, escrever isso deveras: a Indonésia é um paraíso. Lombok é uma das provas disso. Nossa pousada: Surfer's inn. Localizada em Kuta Beach de Lombok. Cenário nada ruim, dono brasileiro e um bom gosto de elogiar: piscina, filmes, bungalows. Perfeito. Lugar feito para o jargão da vidinha mais ou menos. E veio a surf trip.
Lombok possui vários breaks diferentes com ondas. Surfamos com alta frequência em um chamado Gerupuk. Com a parte de dentro e de fora sendo alternadas de acordo com a mare e com o swell.
Apesar de caldos e machucados, é fácil perceber o porquê da paixão que o surfe causa. Nossa rotina era uma delícia. Duas caídas no mar por dia - uma de manhã, outra à tarde - e o restante do tempo preenchido entre filmes, conversas, descanso e refeições. Alimentação saudável, exercício físico e descanso mental.
Quanto ao cenário? Vejam essas fotos. Era assim todo o dia. Ver o sol se pondo durante a caída da tarde, ou aquele acabando de nascer na caída da manhã. Você e o mar, o mar e você, nada mais.
E no meio da física, vem a poesia. Entre subir e descer de ondas há bate papo com amigos, gaivotas no ar, o vento no rosto, paisagens nos olhos e a serenidade livre de quem, momentos, se torna um só.
O surfe em si foi um desafio. De 6, 3 surfam, 3 não. Incluso no último grupo, apanhei o suficiente do mar. Vendo em filmes tudo parece tão fácil (como quase qualquer esporte, ehehe), mas na hora, com uma onda que aparenta ser gigante a quebrar sobre você, é desesperador.
Rema, rema, af...af, fura a onda. E outra. Rema, rema, af...af...af, passei de novo. Outra! Rema, rema, cansei, af, não deu, blurb glub splash: caldo. Volta a si. Olha para trás: mais onda.
Rema, rema ,rema e, quando da tentativa de pegar e não fugir dela: rema,rema, rema, passou. Outra, prepara, rema, rema, rema, vai, pow, quebrou, caí, caldo. É uma beleza mesmo. Dá até pena de tentar entrar numa onda só para cair dela e ter que furar 4 que vem atrás para engolir você. Aprendendo.
Infelizmente, além de caldos e arranhões, machuquei a costela direita. Isso me tirou dos últimos 10 dias de surfe (uns 3 dos quais, ainda em Lombok). Uma pena. O pior é que aconteceu sem eu perceber. Nada demais, no entanto.
Tudo deve estar normal quando da volta em janeiro. Sobre os atromelados? Tiveram seus percalços também. Playboy deslocando o ombro, Rapa cortando a costa, Felipe cortando o pé e por aí vai. Mas, tiraram bom proveito. Matheus não gostou o suficiente do esporte para ficar sobre iminência de afogamentos, os 3 melhorando o surfe e destaque final ao Pato que saiu do zero e já, agora, dropa ondas ficando em pé. Bem irado.
De Lombok, voltamos a Bali. A idéia inicial (minha) era de ficar em Lombok surfando. Lugar mais sossegado, clima mais alternativo. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, com a costela as coisas mudaram e, provavelmente, eu viraria mofo por lá.
Bali é maneiro. Ilha turística que vive e respira surfe. Todas as major brands presentes em inúmeras lojas e outlets. Baladas, restaurantes, gente bonita, enfim. Kuta beach e sua badalação foi o nosso porto. E assim foi a minha rotina: filmes, praia (sem surf), passeios por alguns lugares da ilha, compras e ócio. As fotos de Bali ficam para outra post!
Destaque para as pratas e artefatos de madeira, além é claro das inúmeras roupas que despertam todos os instintos consumistas adormecidos. Tudo de bastante bom gosto.
E o tempo voou.
Tão pouco a ser descrito. Não mesmo parece um mês. Mas foi. É que chão de terra virou mar e, de pranchas nas costas, 1000 milhas de novidades se tornam poucos metros da mais pura alegria. Nos tornamos, de fato, mochileiros. Despreocupados de fotos, tempo ou roteiro. Simplesmente andando com a maré. Felicidade não se mede em quilômetros percorridos :)
Só faltou o vulcão. Há retorno...
Beijo imenso a todos e Feliz Natal e Ano Novo. E não é que o camarada passou? E ela é quase chegada, a volta. Mas, calma, eu disse quase :)
Esse post é para o Playboy que fez aniversário agora em Dezembro. Parabéns brother!
Saudações.
Ivan.
P.s.: Abraços a todos os Corintianos. Boa sorte lá por baixo.
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Hey guys!
Loads of times since my last post. And I am still owning the Thailand experience. But, in my defense, since we had the trip split in two I thought about putting both posts together. We'll see :). I will write, for sure. That country deserves it. Ehehe.
But this is Indonesia, right? So, lets go diving!
I can say that I really needed an "Indonesia". Even if it should arise from one less-than-a-five-minute planning talk. That's what happens when the 6 atromelados get together. Everything just blows and the outcome is likely to be the most unlikely possible :)
And just like that it went. Instead of a Laos-Camboja trip, that month was given to Indonesia and our most wanted surf (even if as just a wannabe) trip. Simple settlement: rest, surf, get tanned and enjoy.
And what is the backpacker's style but that? Freedom of choice and serenity of wills combined. Putting side by side, in a routine of no routine, "two hands" and the world's senses? A nomad push not any scripts, does not fancy a stamp, nor rush up for a picture. Instead, the world becomes home in which it looks for beauties and feelings not too long labeled "pool in the playground", "football with friends" or "Friday night movie..."
Anyways!
Before we actually got to Bali, there lies a long and tiring tale to be told. And, of course, the point of it is: traveling on a budget. Ehehehe. We got the cheapest flights possible, of course, but the way to do so was: fly from Bangkok to Jakarta and then from Jakarta to Bali. Which means? We had to spend one night in Jakarta waiting for the next flight. Where? Excellent questions so we thought! Where?? No hotels near by, transit hotel fully booked, running out of options and puft! Lets sleep in the airport. So be it! Open the bags, take out some blankets, lie them on the floor and there was our bed. With dunkin donuts as our kind neighbors. 6 atromelados and Laurinha (an english girl that we met in Chiang Mai and that decided to travel with us to Indonesia) sleeping on the floor. I bet Laura felt like: ""what the hell have I done? Who are those guys?"
But we survived! And after loads of McDonalds and lack of baths we flew to Bali. Just a quick stop on the island to reach our final destination: Lombok!
I will probably write more about Bali as we are spending a month on the island right now, but by that time the highlights were buying all the boards and enjoying a brazilian seasoned food for the first time in 13 months!!
About the 1st one, we had some tips from the owner of the inn we stayed in Lombok. Naruki store. And the guy was pretty nice. We got some good deals withing a short time. The funny part is, because of indonesia's currency, we almost became billionaires just for buying all that at once. Its 40000 rupias for 1 dollar! Ehehehe. My boards was a 6'8" that, as I found out later, should have been a bit wider and longer.
About the 2nd, comercial is the name of the meal. In a brazilian-like restaurant in Bali. That was AWESOME!
Things done, nothing even unpacked and we left to Lombok. 5 hours of a junkie ferry with some cockroach fellows and we got there.
The island is beautiful. Rustic, calm, yet civilized. I'd say you get a extremely balanced deal of a "get away". We stayed in Kuta Beach at a place called Surfers' inn. Owned by a brazilian man, the inn is extremely well taken care of. Nice pool, clean rooms, own food. They've got it all for you to do nothing but surf and rest.
And that was pretty much our routine. Everyday, two times a day, in the sea. The rest of it was talking, watching a movie or sleeping. 3 weeks of an extremely healthy routine. As good as it gets, maybe.
About the surf, Lombok has several breaks. Our group was divided into 3 that surfed before and 3 that never did it. I am the latter. So we had to combine both needs. Our main location was Gerupuk. A beach that has usually 2 breaks that can become 4 with a big swell. Gerupuk inside and outside were the main destinations. Check the pictures, the portrait is unbelievable.
Surfing is hard and I got my share of it. Don't get me wrong, the sea, tour friends, nature, it is all incredibly peaceful and nice. But catching the waves itself can do all that good to a learner! I scratched my knees on the reefs and then cracked one right-side rib which retired me from it a bit early. I could say that I improved. I did. But I did not learn how to make a good drop even in the smallest of the waves. Hopefully there will be more chances and more willingness from my side, ehehehe. The guys did great but they all got their surf marks, as well, ehehehehe.
Paddle, paddle, paddle, paddle! Wiped-out! BAck to board and look. Crap! There comes the set. Paddle!!! Duck dive the wave and, blurp, there I go dragged back by the sea, eheheeheh. It is kind of fun, though.
I wish I could have done a bit more. Gone to the Volcano or to the Gili Islands but, honestly, I just felt like doing nothing at all since I couldn't surf. It was very nice, indeed.
We came back to Bali for almost a week. But about this island, I will write more afterwards.
Short but, hopefully, good post.
One last thing: Indonesia is worth it. If you can, come. You wont regret.
Later guys!
Ivan

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