Friday, February 01, 2008

25 -Tailândia (parte 2) (No English Version)

E voltamos.

Fantástico o como nos tornamos de fato viajantes aprendizes e doutores de certas coisas. Luxo, ora essa!, dado ao ir e retornar. Mudar, abrir mão e ficar. Tudo dentro de um pacote viajístico. Começou com o meu comentário: "É impressionante, mas toda a vez que venho a Tailândia chego doente.".

Vejam só! Toda a vez que venho a Tailândia! Quantos o podem dizer? Então o Rapa a falar: "Eu fui a Indonésia em 2006, 2007 e vou em 2008.". Incrível não? E aí fica mais clara a percepção de que o nomadismo virou a nossa rotina.

Já saber os pormenores de alguns lugares, os caminhos mais fáceis, baratos ou golpes a serem aplicados. Marinheiros de inúmeras viagens, ehehhee. Delícia de sensação, verdade sendo dita.

Começou a conversa com uma simples: "Será que o iphone tem joguinhos?". E, palavras, palavras, argumentos até que, de repente, onde? "É verdade. No jogo da cobrinha é possível que nos movimentos finais se ocupem todos os espaços da tela já que cada movimento é único para qualquer que seja a direção.". Somos assim. Discutindo sobre as coisas mais absurdas muitas vezes pelo prazer da causa. O grupo tem uma identidade e a família se criou com todas as regalias. É uma pena que esteja perto o fim.

Do retorno, o turismo foi, geograficamente, às avessas. Era hora de se deliciar com as belezas do tão famoso sul Tailândes. Ilhas e ilhas plotadas em uma imensidao límpida e azul tão calma quanto o pescador que nela se perde por horas e horas. E, sincero, é belíssimo.

De início, mais uma vez estancamos em Bangkok. Pormenores da viagem precisavam ser resolvidos para alguns. Pormenores de grandeza metropolitana, necessária a capitar nacionar. Sem problemas!

 

E simplista foi a nossa rotina: sono,comida,farra,sono,farra,comida. Ê atromelados, ehehehe.

Zero de turismo.

Das histórias engraçadas - evidente sempre há - fica o encontro randomico com um grupo de Canadenses que - como nós - buscavam, na surdina escondida de eleições nacionais, brejas no submundo dos bares. E a simples noite correu, passou e acabou moldando mais uma divisão atromelada.

Deixamos Bangkok assim: Eu, Rapa, Playboy e Pato para um lado; Felipe, Sósia, Canadense 1 e Canadense 2 para outro.

O primeiro lado foi o viajante. O segundo, o assentamento farrístico. :)

                  Tailandia - Phi Phi Don (2)

Ko Phi Phi (29) Primeiro destino nosso? Ko Phi Phi. Ilhazinha tão famosa por sua beleza única quanto pela devastação que a Tsunami nela causou. De desastres, todos sabemos o suficiente.

 

Ko Phi Phi (43)Muitas mortes, perdas e destruição. Mas a ilha sobreviveu, viveu e reergueu. Hoje, salvo ruínas esporádicas, o fervor badalado está a pleno vapor.

 

Ko Phi Phi (31)Phi Phi na verdade se divide em duas ilhas: Don e Leh. Bem próximas. A primeira famosa por ser onde tudo acontece. Evidentemente, a maior ilha. Leh é uma ilha desabitada, pequena e rústica que ganhou sua fama por ter sido locação para o filme "A praia.".

As duas são extraordinárias.

Ko Phi Phi (14) Resolvi que lá faria meu primeiro curso de mergulho. Escolha não lá das menos dispendiosas, mas de grande valia. E do dito veio o feito. 4 dias de pinceladas aquáticas em formas de tartarugas, tubarões, peixes leão, moréias, arraias e listas que seguem. Não acho que melhor escolha faria em qualquer outro lugar. Mergulhar em Phi Phi é um presente, sem dúvida alguma. Recomendo com veemências.

 

Ko Phi Phi (12)  E assim se moldou  a minha rotina: mergulhar durante o dia, passear a noite e evitar o uso de intorpencentes. Já a dos atromelados foi sonhar durante o dia, passear ou nadEar durante à tarde e que venha o lubrificante social à noite, hehe.

Conhecendo praias, pegando sol, bla, ble, bli e o restante de que um lugar praiano sempre oferece. Com o charme do que só uma foto pode mostrar.

E 5 dias passaram. E: mala! Sim, dessa vez tivemos que carregar todo o peso atromelado já que não retornariamos mais a Bangkok. Depois de tanto tempo com uma simples mochila pequena, confesso o esquecimento do que sao mais de 20 quilos nas costas, eheheehe.

Trem atromelático e a próxima parada logo ao lado: Krabi.

Krabi (20) Não mais uma ilha, e sim uma região costeira do sudoeste Tailândes. Famosa por imensas formações rochosas a atrair escaladores do mundo todo e por belas praias. Ficamos em uma praia chamada Ton Sai.

Krabi (31)

 

Ê coisa boa. Climazinho a la Pai, quando da viagem ao norte. Sossego, rusticismo e vislumbre. E, entre um barquinho alugado para um tour nas ilhas próximas, snorkel pelas praias e passeios por cavernas, mais dias passaram.

 

 

 

Krabi (35) Há tempos viajei, na terra nortista natal, para o coração de um rio chamado Tapajós. Ponta do Arapiuns foi o título dado aquela obra prima natural. Fim de semana rico, imenso foi aquele. Onde o dia pinta o amarelo do sol nas areias brancas e a noite ofusca os olhos curiosos por tantas estrelas nunca antes vistas em conjunto no céu. Era criança. Não sou mais. E Ton Sai me trouxe de volta um pouco do que já foi.

Krabi (28)

 

Destaque especial para a praia de Pra Nang. Famosa por ter sido, também, chão de filme. No mais alto estilo a la 007. Formações rochosas imensas, limpidez aquática e todo o repente que não para de tocar sobre a Tailândia: beleza. Ehehehe.

 

 

 

E, de fato? , o final do ano se aproximava. Tão longe outrora o tal certo dito cujo absurdamente resolveu chegar. O princípio do fim começava a dar seus sinais.

Eu e o Playboy decidimos passar o natal com o Sosia e o Fefes em, mais uma ilha, Ko Phangan. A famosa, a mardita. A ilha da perdição e da legendária full moon party. Rapa e Pato decidiram ficar em Krabi e nos encontrar pouco depois.

                  Ko Phangan (128)

Ko Phangan (51)

 

E assim foi o Natal atromelado. Meio que divido, meio que em conjunto. Regado, perdão aos significados, a farra e loucura na praia de Hat-Rin para uns e tranquilo e pacato em Ton Sai para outros. Uma noite cujas histórias pertencem a milha e não a esse relato :)

 

 

Ko Phangan (53) Drop-in bar. É o nome do antro. Precursor da festa. Aliás, supimpa a tal! Atrair o mundo inteiro para uma praia cujos sobressaltos são de acordo com o seu diminuto tamanho sob o pretexto de uma lua cheia? Gênios! Cordas de fogo, baldes de alcool e juventude encantada pela união festaneira onde o mundo todo envia representantes. E esquenta, viu?

 

 

                 Ko Phangan (100)

Ko Tao (17) Recuperação feita, Sosia e eu decidimos passar o "entre safra" de farras natal/reveillon em outra ilha, próxima a Phangan, famosa por ser uma verdadeira indústria de mergulho além, é claro, de tailandesar as suas belezas: Ko Tao. E fomos.

 

Ko Tao (16) Eu para o segundo curso de mergulho: mergulhador avançado e o Matheus para o quarto curso (meninas ouvidos a preparar!): mergulhador de resgate! Ehehehe.

 

 

Além de comer galanteosamente bem, mergulhar foi a nossa rotina nesse lugar que, incrivel como possa soar, ainda não foi totalmente destruberto por estrangeiros. Não tarda, entretanto.

Ko Phangan (147) Tic Tac, tac tic. Saudades. 31 de dezembro. Ko Phangan de novo para a fake full moon party que comemora a virada de ano. Mais de 20 mil pessoas naquela praia, provavelmente. Incrível. E deja vú, meus caros. Não há melhor maneira de descrever.

 

Ko Phangan (153)

 

 

Farra, farra, farra, pessoas, música, horas e, a partir, esqueci :)

 

A não ser...

O passar de ano, assim como uma mensagem, gerou, também, na integra, uma lágrima. Abraços, palavras, sorrisos e silêncio. 00:01 e trocas de olhares onde tanto é absurdamente presente e subentendido que dificil é não se perder em lembranças. Sonhamos, pensamos, lutamos, acreditamos e, caros atromelados, o mundo. Novamente, feliz ano velho.

E o Pato alucinado às 6 da madrugada do dia primeiro pedindo, em ares de desespero, todo o dinheiro que eu tinha para conseguir pegar o barco e iniciar o percurso até Kuala Lumpur na Malásia de ÔNIBUS.

E, então, dormimos sabendo que, ao acordar, algo teria mudado. Era hora de arrumar de vez as malas e se despedir de um país, de um ano e, pouco depois, de cada um cujo retorno já, inevitável, batia a tal porta.

"...De repente toda a mágica se acabou..."

Será?

(...)

No dia 2 de Janeiro voamos de Phuket para a Indonésia.

KapumKrap Tailândia.

Ivan

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